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terça-feira, 19 de março de 2013

Orgulho não é Bem-Vindo


Uma semana atrás estava certa de minha decisão, estava segura de mim e tinha toda a razão do mundo, mas agora eu já não sabia mais de nada. Estava aflita olhava o celular por minuto, não tinha nada que pudesse fazer para esquecer tudo aquilo. Até que ponto eu estava certa? O orgulho era mais forte que eu, não daria o braço a torcer, não correria atrás.
Mais uma semana passou e meu celular permanecia sem mensagens e sem nenhuma ligação. Continuei no meu trabalho, precisava terminar aqueles relatórios.
O expediente terminou e antes de sair da empresa, entrei no banheiro e me assustei com o que vi no espelho. Estava tão cansada, não dormia há dias e aquelas semanas tinha sido uma tortura, acho que estou mais magra, meu rosto está abatido, desde quando vestia aquele blazer azul desbotado, com aquela camiseta branca de mil novecentos e não sei quanto e aquele jeans mais surrado que escravo no tronco? E aqueles sapatos? Desde quando usava sapato baixo? Foi nessa hora que me dei conta do quanto estava mal e o que o meu orgulho tinha feito comigo, não dei tempo para mim mesma extravasar o sentimento, sabia que não tinha feito à coisa certa, na verdade, esperava que ele me ligasse como todas às vezes, todo carinhoso querendo conversar e resolver as coisas, estava tão acostumada com isso. E por pura besteira eu tinha jogado tudo que me fazia bem fora. É eu precisava dele, deixei as coisas chegarem a níveis extremos, tinha que se honesta comigo mesma e engolir o orgulho. Mas se ele tivesse se cansado? Tivesse partido para outra? Eu merecia aquilo? Sim! Merecia, eu merecia absolutamente tudo, por ter sido tão egoísta, mimada e orgulhosa.
     Finalmente saí e fui para casa e acho que naquela noite chorei todas as lágrimas necessárias para uma vida, sabia que agora era diferente, eu realmente corria o risco de perder ele para sempre, se é que já não havia perdido. Na manhã seguinte levantei com olhos inchados e uma ideia da cabeça, teria que encontra-lo de qualquer jeito. Coloquei todo o corretivo do mundo naquelas olheiras, corei um pouco as maçãs do rosto e os lábios e coloquei qualquer coisa que vi pela frente. Saí e andei, andei e só parei em frente ao apartamento 804, minhas pernas tremiam, as pernas não, o corpo inteiro, minha boca estava seca e meu coração pulava dentro do peito. Pensei duas vezes voltar para o elevador que ainda estava parado no andar, mas toquei a campainha morrendo de medo de tudo, querendo que o tempo voltasse há duas semanas. Ninguém veio até a porta meu coração palpitava ainda mais forte, toquei pela segunda vez... Nada! Ele não estava. Meus olhos encheram-se de lágrimas e eu não consegui me controlar, sentei do lado da porta e me desabei em lágrimas e pensamentos confusos, aquele aperto não saia do meu peito. Uma mão passou no meu cabelo, tomei um susto e levantei a cabeça – O que é que você está fazendo ai? Achei que tinha a chave.
- Eu te amo.
- Então porque demorou tanto para vim?
- Achei que você não estivesse mais aqui.
- Sempre estarei aqui e agora você sabe disso, foi você que me abandonou, lembra? Agora entre, deixe sempre seu orgulho do lado de fora, ele não é bem vindo aqui, tire o sapato e volte de onde a gente parou.

Texto de minha autoria, por favor, se copiar credite! :)


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