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segunda-feira, 29 de abril de 2013

Rascunho de um Todo


Olá pessoas! Esse textinho aqui faz parte do meu acervo pessoal, uma espécie de projeto que eu venho pensando por em prática  é só uma parte de um todo que ainda precisa ser criado, mas por enquanto é isso " (Aviso de texto grandinho)


   Chovia e fazia frio lá fora, mas aqui dentro ainda estava tudo quentinho. Ainda estava de moletom , fui a cozinha e descobri que não tinha absolutamente nada para comer!  Morar sozinho às vezes é difícil... Queria alguém que me lembrasse pelo menos de fazer compras. Olhei pela janela e a chuva agora era uma leve garoa, o vento chicoteava a janela e a fazia tremer, olhei três vezes para a cafeteria na esquina do outro lado da rua, deveria estar saindo um pãozinho quente agora, minha barriga roncava! Decidi! Vou descer e comprar meu café da manhã.
    Troquei de roupa, peguei o casaco e procurei o guarda-chuva, é ele tem um dom de se esconder sempre que preciso dele. Olhei novamente pela janela, agora era só vento, vou descer, acho que não vai ter nada, em 10 min eu estou de volta, acho que não chove até lá.
   Desci as escadas porque o elevador ainda está em manutenção, atravessei a rua e entrei na cafeteria, parecia que todas as pessoas tinha resolvido tomar café naquela mesma hora. Peguei um "filinha" e finalmente fiz meu pedido, demorou questão de 10 min, o saquinho de papel cheirava a pão fresco e estava quentinho, saí do café e a garoa começou novamente, corri, mas a sinaleira estava fechada e muitos carros resolveram passar justamente naquela hora, recebia o vento no rosto e  as gotas de chuva gelada, queria atravessar logo, estava mais frio agora e aquele casaco não estava me ajudando muito, o saco de papel estava todo “pintadinho” de gotas da chuva.
O sinal ficou amarelo e me preparei para atravessar rapidamente na faixa, foi quanto o táxi que vinha a direita da rua ao invés de reduzir a velocidade, acelerou e ao fazer isso espirrou toda “água” da poça em cima de mim, não acreditava que estava acontecendo isso comigo, fiquei  parada ali respirando fundo, tirei o casaco e enxuguei do rosto e braços o excesso da água suja, estava com uma regata branca , agora transparente, mostrando quase meus seios e não poderia vestir mais o casaco, pois estava imundo.
Do outro lado da rua um homem observava todo meu drama sem eu perceber, esperou eu atravessar a rua e me perguntou se estava tudo bem, comentava que as pessoas hoje em dia não tem mais educação, tirou seu paletó e me ofereceu, agradeci e informei que morava logo a frente, ele olhou para atrás viu a construção do prédio ao lado e olhou para minha regata, ok! Tinha entendido a mensagem, camisa branca molhada passando na frente de uma construção? Ele insistiu mais uma vez e eu aceitei, pensei que me acompanharia até o prédio, mas depois que vesti o paletó ele deu tchau, disse que depois eu devolvia, pois estava atrasado, correu atravessou a rua e entrou num táxi que se encontrava parado.
Como assim eu devolvia? Comecei a andar meio sem entender, cheguei  em casa com um pão molhado um café a salvo pela embalagem do copo, imunda e com frio, com um paletó cheiroso, sem entender e querendo saber quem era aquela alma boa existente nesse mundo.

Galera, texto de minha autoria, se copiar credita ;)
** Curte aí, comenta e compartilha ;)

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