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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Rascunho de um Todo - Parte 2

Olá pessoal! Lembra que num post eu tinha falado de um tal acervo pessoal... Um projeto meu? Não lembra? Não sabe do que estou falando? Então clica aqui!
Pois bem! Nessa segunda-feira trago outro texto desse tal acervo que é uma continuação do anterior. Esse é bem mais rapidinho, tem mais diálogos! Bom, espero que curtam a leitura. ;)

   Já era tarde e o último cliente já tinha saído, Mary fechava o caixa e eu estava na cozinha guardando as xícaras no lugar e os condimentos na geladeira, louca para terminar tudo, pensando na minha casa e em descansar daquele dia de cão que tive. Fui despertada dos meus pensamentos por aquele bendito sino que fica na porta. Não acredito que é um cliente, não, por favor, não.
- Já estamos fechados – Ouvi Mary falando, e a resposta de um homem.
- Nem para um cafezinho? Andei muito pra chegar aqui, vim sonhando com esse café.
   Tive pena do sujeito e espiei pelo vidro da porta e não acreditei no que vi. Era ele, o homem do paletó! Eu não acreditava no que via! Eu tinha o procurado por todo o parque, dei voltas no quarteirão e agora ele aparece aqui? Eu não acredito!
- Acontece que eu já fechei o caixa e sinceramente, nem sei se ainda tem café – Respondeu Mary ao pobre coitado.
- Deixe comigo Má, eu atendo, pode ir para casa que eu fecho o café.
   Mary me olhou com uma cara de “você está louca?”, que acho até que ele percebeu.
- Tudo bem, eu o conheço e devo um grande favor a ele, não custa nada lhe preparar um café, não é mesmo?
- Tudo bem, você quem sabe. – E foi pegando a bolsa que já estava ao lado do caixa e saindo.
- Ei Má, coloca a placa de fechado, por favor? – Esperei ela sair e me dirigi a ele. - E o que eu posso fazer por você?
- Um café preto e eu já estou mais que satisfeito.
- Café preto? A não, não admito usar minha hora extra pra te fazer um simples café preto, tome aqui o cardápio e escolhe algo mais elaborado.
   Ele olhava para aquele cardápio perdido sem saber o que pedir. – Então me faz um desse expresso aqui.
- Não, não e não, esquece o cardápio! Vou fazer algo que tenho certeza que você vai gostar.
- Como você pode ter essa certeza?
- Se você não gostar eu juro que trago seu cafezinho preto.
- Estou esperando então.
   Entrei na cozinha e abri a janelinha que dava para o ver sentando do outro lado do balcão, me concentrei e comecei a preparar o café de creme amargo, era um café batido com leite bem cremoso, misturado ao chocolate meio amargo, com chantilly por cima e raspas de mesmo chocolate, lembrei que ainda tinha os biscoitinhos de nata que havia preparado mais cedo e os coloquei numa tigelinha, a bebida vinha numa caneca transparente onde mostrava o mesclado do café com leite e o chocolate. Coloquei tudo na bandeja e levei até o balcão. – Pronto, aqui está espero que goste de chocolate. Essa opção faz sucesso aqui, é o Café de creme amargo.
- Hum... Vamos ver se é melhor que o café puro. E começou a tomar. Fiquei com medo dele não gostar. E ai ele me olhou com uma cara esquisita, que ai meu Deus, acho que ele odiou.
- Tinha certeza que era para eu ter ficado com a primeira opção, esse seu café aqui não está com nada, não sei onde está o paladar das pessoas quem vem aqui. – falou secamente.
- Eu não acredito, acho que esse foi o melhor que já fiz, coloquei as medidas milimétricas, deixei o creme e o chocolate no ponto, não sei o que você poderia não gostar! É porque é chocolate meio amargo? Nossa deveria ter perguntado primeiro, quer dizer, era pra eu ter feito o expresso e pronto. Que tonta que sou! – Disparei em falar.
   Ele riu e riu alto, e eu fiquei sem ação. – Deixa ser boba, isso aqui é a melhor coisa que já tomei, sem exagero, esse biscoito de nata me lembra da minha infância de quando eu ia para a casa de minha avó.
- Nossa! – Comecei a rir. - Quase largo meu emprego! Não faz isso mais não, por favor, da próxima vez vou te dar um café bem amargo pra você deixar de ser engraçadinho.
- É assim que são tratados os clientes aqui é? Menina vingativa?
- Logico que não, mas você merece! – Não conseguia desfazer o sorriso. – Há! Antes que me esqueça, seu paletó.
- Como você sabia que eu ia aparecer?
- Eu não sabia, mas esperei que aparecesse. Está lavado e passado, imaginei que você não iria querer se desfazer dele.
- Mas ficou bem em você, acho que você deveria ficar.
- De jeito nenhum está louco? Fica enorme e onde iria usar um desses?
   A conversa fluía descontraída eu nem tinha percebido que não sabia seu nome e que ele era um completo estranho. – Desculpa perguntar, você me ajudou ontem e eu nem sei seu nome.
- E nem eu o seu. Respondeu.
- Emile, mas pode me chamar de Emi.
- Philipe.
- Bonito nome... Nossa! Não sabia que estava tão tarde!
- Me expulsando mocinha?- riu – Brincadeira. Vou ter que pagar suas horas extras, quanto te devo?- Não me deve nada, considere isso como retribuição pelo o que você fez por mim ontem.

Galera, texto de minha autoria, se copiar credita ;)
** Curte aí, comenta e compartilha ;)

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