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terça-feira, 20 de outubro de 2015

Crítica The Babadook

Bom dia, boa tarde e boa noite!
Eu me chamo Pedro Henrique, e esta é a minha primeira crítica cinematográfica publicada neste belo blog. Muito bem, eu resolvi começar por um filme que eu assisti recentemente, o que faz muito sentido, já que a história ainda está fresca na minha mente.


Trata-se do filme “The Babadook”, oriundo do chamado “terror moderno”. Como fã declarado dos filmes mais clássicos do gênero, aqueles em que você quando criança pedia para dormir acompanhado da mãe depois, ou ficava semanas sem olhar embaixo da cama, – quem nunca? – eu estava sentindo muita falta de um novo terror, que realmente me causasse esse arrepio. Pois bem, apesar de possuir uma simplicidade enorme nos efeitos especiais, “The Babadook” - ou, como eu fui descobrir depois, ser um anagrama de “A bad book”- entrega uma história densa, aterrorizante, com um final que a princípio te deixa meio “que bosta”, mas, depois que se analisa todo o conteúdo entregue nas cenas e no passado dos personagens, percebe-se que o filme não é somente aquilo que se vê na telinha – ou telona, se você viu no cinema -.

O filme do ano de 2014 conta a história de Amelia, interpretada pela atriz Essie Davis, uma mulher que mora somente com o seu único filho, já que perdeu o seu marido num acidente alguns anos atrás. A mulher só vive cansada, pois, além de todo o trauma de ter perdido o seu marido, ela ainda possui uma condição financeira terrível, uma irmã que não a apoia, e um filho incrivelmente endiabrado, que tem pesadelos praticamente diários, não a deixando dormir.


Devido à acontecimentos do passado, Amelia possui uma dificuldade enorme de demonstrar qualquer tipo de afeto pelo seu filho, o que não melhora nem um pouco quando um livro intitulado “The Babadook” aparece na estante do guri, que pede para que ela o leia antes de dormir. Amelia não contava, entretanto, que o livro se tratasse de uma história de um monstro que está sempre à espreita, pronto para te deixar com medo e acabar com a sua vida. Como se já não bastassem todos os problemas da vida, agora um monstro aparece não só nos pesadelos do filho, mas dos seus também.


É muito interessante notar a transformação da mãe durante o filme, e como todo o seu sofrimento pode culminar numa tragédia que nem ela mesma esperava. O ponto que eu queria chegar é: o filme possui um final simples ao primeiro olhar, sabe? É como se você analisasse a pintura, não o quadro inteiro. Depois que você começa a analisar o quadro, o geral, você percebe o quanto uma direção primorosa pode mudar o rumo de um filme que tinha tudo para ser razoável. 

A diretora Jennifer Kent não abusa dos efeitos especiais para criar o monstro que praticamente não aparece, e, quando aparece, possui movimentos caricatos, como se tivesse saído realmente de um livro – ainda me arrepio lembrando da voz do maldito -. É importante lembrar que nem todo filme de terror necessariamente precisa focar no susto e só nele. Eu realmente prezo por um filme de terror que não só faça sentido, como também me faça refletir bastante no final, o que aconteceu com toda certeza.


The Babadook” faz o público refletir que às vezes o maior monstro está dentro de nós mesmos, nas nossas atitudes, que nos transformam, assim como o melhor de nós também. Nem todo monstro vive no escuro de um quarto ou de um armário. As vezes ele acaba sendo alimentado no buraco mais profundo da sua própria mente. Se tiver coragem ou quiser somente assistir um filme que te faz refletir no final, ele está disponível na Netflix. Espero que gostem assim como eu gostei!




Um beijo na alma e até a próxima.

2 comentários:

  1. Eu juro que tentei assistir esse filme, mas eu não passei de 10 minutos. Achei tudo muito parado e monótono. Talvez em um dia que eu esteja com mais paciência, eu dê uma chance a ele.

    Zona de Conspiração | Fanpage | Canal

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  2. Eu até que gostei do filme, me fez pensar bastante para entender o que acontecia e tudo mais, claro que o final deixou a desejar mas é um bom filme para passar o tempo :3
    Tenho que dizer que gostei muito da sua resenha e do modo que você escreve, muito bom, parabens <3

    Beijos de lua :3
    Pietra DeLuna | VanillaEGeek

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