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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Resenha - A Menina que Roubava Livros

Olá amantes de livros, estava pensado com meus botões qual livro eu faria esta semana e me surgiu uma ideia! Eu resolvi fazer a resenha do livro que despertou o amor no meu coração pela leitura e ainda me levar a caminhos onde jamais eu pensei que existiria.

Antes de mais nada eu devo confessar algo a vocês, meu hábito de ler não veio na infância, pelo contrário, quando eu era criança não curtia muito a leitura, só lia os livros do colégio porque sempre caía na prova. Comecei a gostar de ler por volta dos meus 15 anos de idade, mas era um livro ou outro, mas nada ainda que tivesse me encantado.

Boa parte da galera da minha geração tomou gosto pela leitura através de Harry Potter, embora a saga seja fantástica e eu adore não foi ela a responsável pelo meu gosto a leitura. Sem mais delongas o meu primeiro e grande amor literário foi A menina que roubava livros <3.


Tudo nele me atraía título, capa, sinopse... Eu lembro na época do quanto eu queria este livro e dizem que quando você quer algo com todo seu coração isso chega até você e chegou. Um dos maiores e mais belos presentes que ganhei :3.

A menina que roubava livros é terceiro romance lançado pelo escritor australiano Markus Zusak, pulicado primeiramente em setembro de 2005 e chegando ao Brasil em fevereiro de 2007 e chegando às minhas mãos em novembro de 2008 :).

A primeira coisa que te paralisa e te instiga é que o livro é narrado pela Morte, sim meus amores, a Morte. É ela quem conta uma de suas histórias que a intrigou bastante, a história da roubadora de livros.

“Ás vezes eu chego cedo demais. Apresso-me, e algumas pessoas se agarram por mais tempo à vida do que seria possível.” - A Morte.

A então roubadora de livros é Liesel Meminger, uma pequena menina de aparência frágil e uma sobrevivente da 2ª Grande Guerra que devastou a Alemanha, ela encarou a morte três vezes e saiu viva de todas elas. Foi deixada por sua mãe biológica para que ficasse aos cuidados de Hans e Rosa Hubermann, um casal alemão. Antes de ir pra casa dos seus novos pais, Liesel perdera seu irmão e no enterro dele realizou seu primeiro roubo, o livro O Manual do Coveiro. Ela ainda não sabia ler, não sabia o que ele te traria, mas ao ver aquele livro, com letras prateadas entre a neve, Liesel não pensou duas vezes e levou o livro consigo.

Hans e Rosa Hubermann eram um casal simples que viviam na Rua Himmel, na cidade de Molching. Ele era pintor e amava Liesel com todo o coração, foi ele que ajudou ela a aprender a ler e leu diversas vezes O Manual do Coveiro até que ela conseguisse ler sozinha. Rosa era dona de casa e lavava roupa para fora a fim de ajudar no orçamento da casa, sua melhor cliente era a mulher do prefeito. Ela amava Liesel a seu modo, não era muito afetiva e não dispensava uma colher de pau pra bater na menina quando ela fazia alguma travessura.

Para sobreviver ao massacre que a guerra causava, Liesel contava com seus amigos, dentre eles Rudy Steiner, seu colega de classe e vizinho, um típico alemãzinho que tinha o sonho de ser um corredor como Jesse Owens, o atleta americano que ganhou 4 medalhas de ouro nas Olimpíadas de 1936 sediada na Alemanha. Outro amigo de Liesel é Max, um judeu filho de um antigo companheiro da 1ª Grande Guerra de Hans, que vivia escondido no porão dos Hubermann. E ainda existia Ilsa Hermann, a esposa do prefeito, que se tornou amiga de Liesel e deixou que a mesma desfrutasse da sua incrível biblioteca, o que para pequenina era um paraíso.

Entre uma aventura e outra da roubadora de livros, a Morte colecionava reflexões sobre as pessoas, fala do seu trabalho, mas com leveza. Não me senti assustada quando ela contava como ia encontrar as pessoas que “precisava levar”. A morte é um tabu para muita gente, mesmo sendo a única certeza que temos na vida.


Outra coisa que me atraiu muito neste livro é que ele se passa durante a 2ª Guerra Mundial, este era um dos meus assuntos favoritos a ser estudado nas aulas de história do colégio. O comportamento humano de algumas pessoas nesta época me intriga, o massacre foi absurdo, por que das coisas terem chegado ao ponto que chegou? Como fazer aquilo ao seu semelhante? Eu desejo que a ideia de poder absoluto se dissipe e que cheguemos a um dia em que nunca mais os humanos se achem superior uns aos outros.

Este livro é meu favorito, meu primeiro amor e o grande responsável pelo meu amor aos livros.

A menina que roubava livros “é uma dentre a pequena legião que carrego, cada qual extraordinária por si só. Cada qual uma tentativa – uma tentativa que é um salto gigantesco – de me provar que você e sua existência humana valem a pena”. A Morte.

E você, qual o livro te despertou o amor pela leitura?

Desejo a todos uma excelente e proveitosa leitura :)

Beijos


P.S. Acreditem se quiser, ainda não vi o filme inteiro. Gosto tanto o jeito que o criei na minha mente que fico com um pouco de medinho que o filme não siga meu roteiro ahahahahahahaha. Prometo que um dia assisto :D


2 comentários:

  1. Eu tenho na minha estante mas nunca cheguei a ler, parece um livro legal mas... eu curto outros estilos de livros, mais para o sobrenatural e romance. Acabo deixando de lado livros incríveis e com historias perfeitas para ler os do gênero que gosto, mas fazer o que né? Cada um com seu gosto.

    Tenha um ótimo final de semana!
    Pietra DeLuna |VanillaEGeek| Page | Insta | Canal

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    Respostas
    1. Oi Pietra, tenta dar mais uma chance pra ele, juro pra você que é incrível! Obrigada pelo seu comentário :)

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