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terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Crítica do Filme No Coração do Mar

Olá pessoas! Hoje eu venho contar uma boa história de pescador, mais precisamente de baleeiro.


No Coração do Mar, dirigido pelo premiado diretor Ron Howard melhor diretor por Uma mente brilhante de 2002 -, tem como objetivo contar a história por trás do clássico da literatura mundial Moby Dick do autor Herman Melville, missão que pode se considerar cumprida. O filme começa com o próprio autor, interpretado no filme por Ben Whishaw procurando desesperadamente por uma história para o seu novo livro. Por possuir um passado como baleeiro, e também por conhecer o trágico incidente com o navio baleeiro Essex, ele busca a verdadeira história do acontecimento com um dos sobreviventes do mesmo, o já velho Thomas Nickerson, interpretado pelo excelente ator Brendan Gleeson.

Todo o filme é contado a partir das lembranças de Thomas, que era apenas um garoto iniciante no Essex, mas, com a sua curiosidade juvenil, acabou observando de perto todo o conflito entre o nobre capitão do barco, Gerard Pollard (Benjamin Walker) e o seu primeiro imediato extremamente descontente e ambicioso, Owen Chase (Chris Hemsworth).


O Essex, assim como muitos navios do ano de 1819 tinha a indigesta missão de encher os seus barris com óleo de baleia, item extremamente precioso na época justamente por ser o combustível na iluminação das cidades. Desta forma, enquanto procuram por baleias no oceano por longos meses, ferindo diversos animais no seu caminho, o desastre do Essex acontece pelas mãos – ou cauda – da maior baleia que aquele grupo já havia avistado. A grande baleia branca – justiceira, vingativa -, tomada de muita fúria, deixa toda a tripulação naufragada, fazendo com que assim, os mesmos tenham que se virar de maneiras inimagináveis para que possam voltar para casa.

Além de uma ótima história, o filme conta com uma fotografia INCRÍVEL, com cenas belíssimas em alto mar que deixam o espectador totalmente fascinado. Entre os pontos positivos também, tem-se a interação entre Whishaw e Gleeson que dão rumo total à trama, já que toda a história é contada por Thomas. O ator Chris Hemsworth mostra mais uma vez, como já havia mostrado em Rush – também dirigido por Ron Howard – que pode ser muito mais que um rosto bonito, ou até um deus nórdico, já que aproveita-se muito bem do seu papel para mostrar todo o seu potencial. O ponto negativo foi somente a sua interação com o Capitão Pollard, que não me convenceu em nenhuma cena, mostrando-se pouco natural, “forçada”.


Uma curiosidade – para mim pelo menos – foi poder testemunhar pela primeira vez a atuação do jovem Tom Holland, futuro Homem Aranha do universo Marvel que não deixou nem um pouco a desejar nesse filme, mostrando-se como um ator visivelmente competente. Em suma, trata-se de um bom filme com o tema marítimo, que trás de volta uma história que não merece ser esquecida, assim como os membros do Essex sobreviventes não devem ter esquecido.

Assista o Trailer:


Um beijo na sua alma.


OBS: Na próxima semana, a crítica dos filmes que sai toda terça feira, sairá na sexta, já que, os membros do blog irão à estreia do que pode ser possivelmente um dos melhores filmes do ano Star Wars: O despertar da força. :D


4 comentários:

  1. To querendo muito assistir esse filme. Infelizmente nunca li Moby Dick, mas conheço um pouco da história e esse filme pode me ajudar a conhecer melhor.

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    Respostas
    1. Espero que já tenha visto, Juliara! O filme é muito interessante, e com certeza vai te deixar com vontade de ler o livro!

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    2. Espero que já tenha visto, Juliara! O filme é muito interessante, e com certeza vai te deixar com vontade de ler o livro!

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  2. É uma adaptação bastante aceitável. Em suma, "No Coração do Mar " é um espetáculo visual muito interessante que recebe cenas específicas com força suficiente. Além disso, o filme também adiciona duas reflexões interessantes: em primeiro lugar, com Melville como eixo sobre o ato de escrever, sobre o medo de nossa própria incapacidade ea luta interna entre revelando e inventar, entre a transmissão da verdade e da captura da essência; ea segunda, sobre os interesses comerciais eternas e a tirania do dinheiro.

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