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sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Crítica Star Wars: O despertar da força.

Bom dia, boa tarde, e antes que eu me esqueça, boa noite, caros leitores. Hoje eu trago para vocês uma crítica especial, numa semana especial, um enorme peso que acabou caindo nas minhas costas, mas, ao mesmo tempo, um filme que move várias gerações cada vez mais ao longo dos anos. E desta forma, o novo episódio da nova trilogia de Star Wars, agora nas mãos da Disney, começa há muito tempo, numa galáxia muito, muito distante... e spoilers voando sem cuidado qualquer pela internet.


Antes de qualquer coisa, como fã fervoroso dos três filmes mais antigos, mas de certa forma respeitando a intenção dos episódios I, II e III – só a intenção -, eu sempre tive o desejo de tentar pelo menos sentir 10% do que a primeira trilogia causou nos seus espectadores no final dos anos 70, início dos anos 80. Toda a excitação de acompanhar um universo novo, com personagens fortemente estabelecidos na cultura pop, com o vilão mais amado de todos os tempos – imagine só! -, tudo isso combinado com um enredo divertido, novo, original, era isso que os primeiros filmes queriam passar.

Como eu não pude vivenciar o início de toda a hype dos primeiros filmes, tive que me contentar em assistir no cinema os 3 primeiros episódios, esperando que algum dia, a linha temporal dos episódios IV, V e VI fosse levada mais à frente. Ontem, exatamente no dia 17 de dezembro de 2015, esse sonho foi finalmente realizado, e como foi.

Em Star Wars: o despertar da força, o episódio VII dirigido pelo corajoso J.J. Abrams, o que se tem claramente como intenção é justamente um desafio rigoroso: ao mesmo tempo em que se apresenta uma saga já estabelecida para uma nova geração de espectadores, tem-se o visível cuidado em agradar os fãs mais antigos, tarefa que muitos achavam realmente difícil até a entrega dos trailers, e definitivamente completa com louvor após a exibição do filme.

Neste filme, que se passa 30 anos depois do último episódio, O retorno de Jedi, vemos Rey (Daisy Ridley), uma das novas personagens, apresentada como uma jovem que teve que se virar num planeta que é tratado simplesmente como um ferro velho intergaláctico vivenciando coisas e conhecendo pessoas que ela só achava que existiam nas histórias, unindo-se ao Stormtrooper desertor Finn (John Boyega) e à velha guarda de heróis da galáxia pra enfrentar um inimigo em comum, a nova representação do lado negro da força mostrada pela Primeira Ordem e o vilão do filme, o POR ENQUANTO deveras tedioso – com algumas cenas em exceção – Kylo Ren (Adam Driver) por questões que você só vai descobrir assistindo o filme, pode ficar tranquilo.


O filme trás de forma bem parecida toda a trama que nós podemos ver no episódio IV, Uma nova esperança, com a diferença que agora no lugar de Luke temos Rey, mostrando-se como uma personagem feminina muito forte, com uma presença incrível, e que certamente não precisa da proteção de qualquer homem – pobre Finn -.

É a primeira vez na saga que nós podemos ver no centro das atenções, fugindo de qualquer preconceito que infelizmente ainda insiste em existir no mundo, tanto uma personagem feminina sendo bem aproveitada e um personagem negro também sendo muito bem aproveitado, a interação entre Rey e Finn, em qualquer cena do filme é memorável, um completo acerto na escolha dos atores e dos seus papéis na trama. Uma surpresa no filme é o dróide BB-8, personagem mais comercializado ultimamente pelo mundo, que, mesmo sem ter um rosto, possui bem mais expressão que muitos atores, ou atrizes que andavam com certos vampiros brilhantes – cof, cof – por aí.

Voltando um pouco à Kylo Ren, me pareceu interessante a inserção de um novo vilão para que se possa pesar mais uma vez o equilíbrio na força, já que o mesmo é bem poderoso, MUITO poderoso, mas, ao mesmo tempo, não foi aproveitado devidamente, como os outros novos personagens foram, deixando-o como um vilão meia boca, principalmente quando ele retira o maldito capacete, perdendo a imponência que já havia construído com o mesmo.



Resumidamente, se é que posso por assim, O despertar da força me trouxe exatamente o que eu gostaria de sentir no cinema nos anos 80, aquele arrepio na espinha com a trilha sonora (disponível acima pelo Spotify) encaixada nos momentos mais perfeitos, cenas de ação deslumbrantes, batalhas aéreas, cenários reais, lutas com sabre de luz, aliens sem CGI, com roupas de verdade como nos anos 80 (*-*) – 3D ALTAMENTE RECOMENDADO – e uma história que ainda vai dar muito pano para manga nos próximos episódios. Quem diria que o tio “Waltdisney” salvaria os Jedis assim, hein?

Sem mais delongas, se você já assistiu, já sabe que é um filme altamente recomendado, possivelmente o melhor do ano, com bilheterias já batendo recordes, e, se você não assistiu... O que está esperando? Pega o seu sabre de luz, chama o seu dróide, embarque no seu X-wing, ou peça uma carona para o Sr. Han Solo e assista no cinema mais próximo de você o retorno da saga mais amada de todos os tempos. 
Ps. Se quiserem fazer a maratona de todos os episódios, a SKY liberou até o dia 24 de dezembro no canal 600 todos os 6.

Assista o Trailer:



Um beijo na sua alma e... Que a força esteja com você.

Um comentário:

  1. Parceiro, excelente análise!
    Você disse tudo que senti... lendo suas palavras posso sentir toda a carga sentimental que a estreia de Star Wars nos trouxe, vc escreve com amor (rsrsrs).
    Parabéns pela escrita simples, clara, profunda e divertida!
    Abs
    Carlos

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