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terça-feira, 1 de março de 2016

Crítica: Anomalisa

Olá, caros leitores! Já passamos por toda a euforia da entrega dos Oscars (#Leoconseguiu), mas isso não quer dizer que nós deixaremos de falar sobre outros indicados. Hoje eu vim falar um pouco sobre uma das animações indicadas ao Oscar desse ano que me chamou muita atenção pela sua naturalidade em trazer um fato cada vez mais corriqueiro nos nossos dias.


Anomalisa, longa animado em stop-motion dirigido e escrito por Charlie Kaufman (nome por trás de um dos meus filmes favoritos, Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças), trás a história de Michael Stone (dublado por David Thewlis) um escritor de sucesso do mundo coorporativo do atendimento ao cliente que, durante uma de suas viagens com intuito de palestrar sobre o seu mais novo sucesso literário, conhece Lisa (dublada por Jennifer Jason Leigh), uma fã extremamente tímida, com uma autoestima baixíssima, com quem acaba se envolvendo, mesmo já sendo casado. O longa conta com apenas mais um dublador além dos outros dois já citados, a voz do ator Tom Noonan, que é ouvida praticamente por todo o filme, sendo um elemento chave para o entendimento do que o extremamente criativo Kaufman quis reproduzir, retratar na animação.



A jovem Lisa de alguma forma desperta em Michael algo que ele parecia não sentir a muito tempo, algo que o tira de toda a incômoda rotina que o parece afligir. É interessante notar a forma que o diretor escolhe para demonstrar todo esse incômodo, como se nada mais trouxesse diferença nenhuma para o personagem, que vive no seu próprio mundinho até ser arrebatado por um novo amor que muda completamente o jogo, trás algo novo que ele desejava sentir só mais uma vez.

A simplicidade dos diálogos, ao mesmo tempo em que emociona, nos transporta diretamente para o que Michael sente, o que qualquer um pode sentir em algum momento da vida. É também em Anomalisa que vemos o primeiro nu frontal em uma animação (masculino e feminino, sim, os bonecos ficam peladinhos).


Este filme de uma naturalidade fantástica foi financiado através do sistema de crowdfunding, uma espécie de financiamento por pessoas, sejam fãs ou não, que acreditam no projeto como um todo e acabam contribuindo pouco a pouco com as suas Obamas. Animação que concorria com o badalado Divertida Mente que acabou levando o Oscar desse ano, mas, que merece ser assistido diante de um tema tão triste, mas, ao mesmo tempo tão verdadeiro. Como já diria o cantor do Metallica, James Hetfield: Sad, but true. 

Assista ao trailer:


Um beijo na sua alma.

2 comentários:

  1. Oi Pedro! Eu não tinha ouvido falar desta animação até então, pelo o que você falou parece bem curiosa, vou tirar um tempinho pra poder assistir. A imagem está bem bonita também ^^ Abraços!

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    1. Olá, Bruna! Então, ele ficou meio que "escondido" demais em relação aos outros lançamentos por não fazer parte de um graaaande estúdio e tal, não houve muita divulgação. Mas pelo boca a boca, eu te digo que vale muito a pena! Tenta assistir! Abraço!

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