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terça-feira, 3 de maio de 2016

Crítica Capitão América: Guerra Civil

Boa noite pessoas, tudo certo por aí? Hoje, inicialmente, nós temos que falar de expectativas, e de como elas podem nos surpreender em algumas situações. Surpresa esta que pode ter levado ao melhor filme do ano (até agora). Fiquem tranquilos(as), não temos spoilers ;)


Quando se é um leitor de quadrinhos (ou livros) e novos filmes de heróis começam a aparecer, você só imagina a possibilidade de poder um dia assistir ao seu arco favorito nos cinemas. Uma batalha cinematográfica com diversos heróis se torna um empecilho enorme graças à fatores econômicos e direitos de grupos de heróis pertencentes à estúdios diferentes, sendo assim, cabe a nós, fãs, nos contentarmos com o que o estúdio pode oferecer, e torcer para que isso apareça da melhor forma possível no cinema. O arco da Guerra Civil na Marvel sempre foi o meu favorito, seja pelas consequências, pelos embates enormes ou pelas lutas de ideais, mas, quando eu soube que isso se tornaria um filme, eu não fiquei só com um pé atrás, como os dois. Fui assistir ao filme com a expectativa muito baixa, tendo em vista diversos trailers (a maioria não vistos) e comerciais de TV. E é aqui que a história muda.



Em Capitão América: Guerra Civil, a Marvel mostra a partir de mais um trabalho primoroso dos irmãos Russo (Anthony e Joe, diretores também do Capitão América 2: O Soldado Invernal) um dos motivos da sua hegemonia no mercado cinematográfico no universo dos super-heróis, além de expor que mesmo com poucos heróis, e algumas mudanças significativas no arco dos quadrinhos, consegue adaptar da melhor maneira possível, sem decepcionar de nenhuma forma no que diz respeito à história em si.

Após o segundo filme dos Vingadores, a Era de Ultron, os heróis se viram rodeados por um caminho de destruição em massa, consequências dos seus próprios atos na defesa do planeta. Sendo assim, objetivando um maior controle dos poderosos seres, além da tentativa de cessar as tragédias, os políticos, numa ação conjunta com o conselho da ONU cria o Tratado de Sokovia, onde os heróis devem ser registrados, cooperando assim com o Estado. Apoiado no dilema de assinar ou não o Tratado, os Vingadores se dividem em dois lados, os que são contra a assinatura juntam-se ao Capitão América (Chris Evans) e os que são à favor juntam-se ao Homem de Ferro (Robert Downey Jr.). Aliados a este problema temos muitos outros, que quando finalmente convergem, só podem resultar no combate direto dos dois lados, e é aí que todo o cenário dramático extremamente denso (com certeza o mais denso da Marvel) ganha outra forma, e o fan service é entregue de maneira magistral.


Em Guerra Civil além das batalhas em cenários mais claros ( o que de certa forma atrapalha um pouco no CGI), temos motivações distintas e extremamente aceitáveis, realistas e que levam à conclusão necessária. Apesar de possuir o clima tenso, como bom filme da Marvel, temos algumas piadinhas (estas em cenas pontuais) onde o Homem Formiga (Paul Rudd), novo xodó da casa e o Homem Aranha (Tom Holland), a surpresa mais do que querida e aprovada se soltam, provocando boas risadas no público.

Falando do Homem Aranha, faz tempo que eu não me sentia tão confortável com o Amigão da Vizinhança. O ator Tom Holland apresenta uma ótima interpretação, talvez a mais fiel que eu já vi do herói, seja como Peter Parker novinho ou vestindo o seu uniforme. Outras surpresas interessantes foram o Pantera Negra do ator Chadwick Boseman que além de introduzir de uma forma muito boa um ótimo herói no universo cinematográfico da Marvel, demonstrou que ainda tem muito por vir na sua história, e o vilão Zemo (Daniel Brühl) que na minha opinião se consolida como o vilão mais conciso e surpreendente dos filmes da Marvel até agora, com uma atuação sensacional e diferenciada. Os três roubam a cena sempre que aparecem, mas, mesmo assim não conseguem deixar em segundo plano o embate principal entre o Capitão América e o Homem de Ferro, que possui início, meio e fim definidos de forma sensacional.


Bom, resumindo, se é que se pode resumir um filme deste tamanho em poucas palavras, temos uma trama bem amarrada, cenas de ação impressionantes, uma ótima apresentação de personagens, igualdade na importância dos dois lados da guerra e acima de tudo isso, esquecemos da ideia de um “Vingadores 2.5” como se especulava e abraçamos com uma alta expectativa (agora) um filme fantástico do Capitão América, onde mais do que combates explosivos, se analisa a luta por ideais e de como humanos e super-humanos podem ser persuadidos por aquilo que lhes é exposto, ou deveria ser. 

Assista ao Trailer:


Um beijo na sua alma.

2 comentários:

  1. Oi Pedro! Nossa, eu tô aqui me remoendo pq ainda não consegui ir ver o filme =/ confesso que tava bem assim pra pelos trailers que até então haviam saído, mas como assisti todos até agora, pq não dar a chance ne?! Já estou me remoendo pra não ir ler spoiler srsrsrr ótima resenha! Beijos!

    www.metamorphya.blogspot.com

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    Respostas
    1. Olá mais uma vez, Bruna! Corre para o cinema! Hahahahah! Esse aí, mesmo com tantos trailers realmente vale a pena. Mas faz como eu fiz: tenta ir com a expectativa lá embaixo, ajuda muito!
      Beeijo!

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