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quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Resenha Literária – Duff

Olá, meus amores... finalmente estou de volta com as resenhas literárias \o/. Eu tenho plena consciência de quanto tempo eu passei longe, mas eu estava precisando de um tempo pra mim, colocar a cabeça no lugar e até com os livros eu dei um tempo. Chega uma fase da vida em que você precisa dar um stop, senão você enlouquece e por isso eu fiquei distante. Confesso que eu ainda estou em um processo de adaptação do meu eu. Pode soar um tanto profundo, mas é real.

Julho chegou e foi nesse mês que eu me joguei nos livros com tudo. Tive umas belas maratonas de leitura nas madrugadas e um grande período de reflexão. Eu cheguei a conclusão de que livros são como pessoas, embora em boa parte das vezes eles sejam muito melhores ahahahaha.

Mas é que pra mim tudo que a gente vê no outro é um reflexo da gente, o outro é um espelho. E com os livros é a mesma coisa. Nos identificamos com personagens, histórias, lugares... Tudo que um livro possa nos oferecer. Quem me acompanha, já sabe que eu não tenho um tipo de livro preferido... gosto de diversos universos e temas. Bem, pra voltar com as resenhas eu escolhi um livro, digamos divertido, mas que me fez refletir sobre muita coisa, e também passei a me analisar muito mais.

O livro da vez é DUFF – designated, ugly, fat, friend – uma sigla em inglês para “Designada(o) amiga(o) feia (o) gorda(o)”. DUFF ou The DUFF (nome original), foi escrito pela americana Kody Keplinger em seu último ano do ensino médio e foi lançado nos EUA em setembro de 2010.



Eu conheci DUFF através da sua adaptação para um filme que leva o mesmo título do livro. Minha prima um dia me indicou uma comédia pra assistir, aquele dia que você só quer ficar de pijama, comer pipoca e brigadeiro de panela (geralmente domingos)... pois é, bem desses. O filme é engraçado e ajuda a desopilar a mente cansada.

Depois eu descobri que o filme era adaptação de um livro. Eu não sei vocês, mas eu prefiro ler o livro primeiro pra depois ver o filme. Até desanima pra ler quando você vê o filme antes, mas nesse caso eu fiquei curiosa. Só que o livro não tinha sido lançado ainda no Brasil, como meu inglês não é lá isso tudo eu demoraria um pouco pra ler... Graças aos céus e a pessoa com um inglês decente achei o livro traduzido na internet.

Eu li num tapa e meus amores que diferença do filme... Meu Deus. Eu já deveria estar acostumada, mas é que no livro os personagens são bem mais profundos e as questões e situações são mais reais, mais sérias. Boa parte das coisas são diferentes também.

Em janeiro de 2016 a editora Globo lançou o livro traduzido aqui no Brasil e eu acabei ganhando o livro de presente. Lógico que fiquei contente, livro de presente é vida. Resolvi ler mais uma vez. Eu demorei um pouco mais ler do que a primeira vez. Eu enxerguei diversos pontos, que da primeira vez que eu tinha lido não tinha percebido. Passei a notar que a personagem principal e eu somos muito parecidas e mais parecidas com outras garotas. Mas vamos explicar primeiro mais sobre o livro pra abordamos esses temas, ok?

O livro conta a história da adolescente de 17 anos, Bianca Piper, uma garota “comum” que estava em seu último ano do ensino médio. O livro é narrado por ela o que torna tudo melhor e as questões abordadas mais suas. Eu prefiro livro em que o narrador é personagem.

Como sabemos a adolescência é uma fase de transição e nem sempre estamos preparados pra tudo que  pode ocorrer. E tudo pode virar um tédio completo.

Bianca é uma garota inteligente e nada popular, filha de Gina e Mike Piper. Sua mãe viajava pelos EUA dando palestras motivacionais baseada no livro que escreveu. Seu pai trabalhava em uma loja de eletrônicos. A nossa protagonista ainda possui duas melhores amigas lindas e loiras como ela mesmo diz. Casey, a líder de torcida quem ela conhecia desde criança e  Jessica, a garota fofa e sorridente que ela conheceu no primeiro ano do ensino médio.

O drama de Bianca começa quando numa noite de sexta-feira ela e suas amigas estavam  no Nest, uma espécie de bar para adolescentes. Bianca não é do tipo festeira, mas sempre acompanha suas amigas nas idas ao Nest. Ela apenas ficava sentada em frente ao balcão tomando sua coca-cola light, enquanto suas amigas dançam loucamente na pista de dança. Acontece que nessa noite nada mais, nada menos que o atleta, rico e o cara mais popular do colégio aborda Bianca. Pode parecer clichê, mas não é ahahhaha. Wesley Rush é o nome dele, simplesmente Bianca acha ele um babaca e um louco frenético que só sabe transar.

Bem, nesse breve e truculento diálogo, Wesley acaba chamando Bianca de duff. Quando ela descobre o significado daquilo ele comenta que todo ciclo de amiga tem uma duff e  que quando os caras tratam bem as duff's a chance dele ficar com as amigas bonitas do grupo é muito maior. Logicamente, Bianca fica emputecida, com toda razão, e acaba despejando a sua coca-cola light na cabeça de Wesley que se acha no direito de ficar puto. Depois desse episódio, Bianca não consegue tirar aquilo da cabeça e por algum tempo ela achou até benéfico ser uma duff, mas aquela palavra não deixava de magoá-la.

Mas a situação da protagonista não melhora e ela acaba ouvindo uma discussão entre seus pais. Sua mãe já estava longe de casa por dois meses dando suas palestras e o pai de Bianca não suportava mais essa distância. Pra Bianca já estava muito claro que a solução seria o divórcio, mas ela sabia o quanto aquilo seria difícil pra seu pai. Ela tinha receio de que ele voltasse a beber, uma vez que ele já foi dependente de bebidas alcoólicas.

Numa tentativa de fuga ela decide sair com suas amigas e vai para o Nest, onde mais uma vez é abordada por Wesley, mas em vez de afastá-lo Bianca o beija sendo correspondida pelo mesmo. A ideia era afastar todos os problemas que ela vinha enfrentado, principalmente aquela conversa que ela ouviu dos seus pais. Ao fim do beijo Wesley não entende nada e Bianca se acha a pior pessoa do mundo.

O tempo passa e ela continua se culpando até que um dia, ela recebe uma notícia que abala toda sua estrutura. Uma pessoa que marcou negativamente a vida dela volta a sua cidade pra fazer uma visita. Ela fica sem saber o que fazer de tão perdida.

Pra melhorar tudo ela e Wesley precisam fazer um trabalho juntos. A contra gosto, Bianca vai até a casa de Wesley para executar o trabalho. Porém, mas uma vez ela resolve usá-lo como distração de seus problemas e além de se beijarem eles transam.

Ela e Wesley acabam mantendo um “relacionamento” secreto, sexo casual na verdade. Amizade colorida não gera porque na maior parte do tempo ela acha ele um imbecil e seria muito fofo pra definir esses dois.

Por conta dos problemas na família... Wesley se torna uma distração prazerosa e eficiente  para que Bianca se esquecesse, pelo menos por um tempo, dos seus problemas... o que ela não contava é que fosse se apaixonar por ele. O cara que ela mais detesta na face da terra.

E agora, o que Bianca irá fazer?

Pra descobrir meus amores, só lendo, mas eu queria falar um pouco mais sobre o que o livro me fez refletir.

Eu acredito que todo mundo, uma vez na vida pelo menos, já foi chamado de algo que não te agradou e nos magoou profundamente. A sociedade de tempos em tempos sempre  define um padrão a ser seguido e quem foge desses padrões acaba sendo julgado por isso.

Durante toda minha vida eu fui gorda, já ouvi todos os apelidos que vocês podem imaginar. Já odiei meu corpo por isso e me odiei ainda mais por não conseguir seguir uma dieta mirabolante e emagrecer para ser aceita e me adequar aos padrões exigidos pela sociedade. Chegou uma época em que eu evitava espelhos.

Quando se é gorda você já tem um enorme defeito, ou seja, você precisa compensar de oura forma. Eu tinha que ser fofa, dócil, simpática e sempre sorridente... Até que um dia eu fiquei de saco cheio.

Ser gorda é apenas uma característica que a pessoa tem e apenas isso. Não precisa ser pejorativo e nem diminuir alguém. Colocar gordinha no lugar de gorda só ajuda a aumentar o esteriótipo de que ser gorda é ruim. Ser gorda é ser gorda, como ser magra é ser magra e daí por diante.

Deixo claro que usei o adjetivo gorda porque foi uma experiência que eu vivi por toda minha vida e ainda vivo, mas me importo cada vez menos. Eu me amo como sou e se a pessoa não gosta o problema é exclusivamente dela.

O que tiro de ensinamento desse livro é que vivemos em num mundo onde somos oprimidos e ao mesmo tempo opressores. Apontamos o dedo e julgamos sem nem ao menos conhecer alguém e por muitas vezes não temos noção de como cada julgamento afetará aquela pessoa. Por vezes não temos noção de como podemos ser cruéis uns com os outros por isso.

“Chamar Vikki de vadia ou vagabunda era o mesmo que chamar alguém de Duff. Era uma coisa ofensiva de dizer e magoava profundamente. Era um desses rótulos que se alimentavam dos medos secretos que todas as meninas têm de tempos em tempos. Vadia, puta, puritana, cabeça de vento. Era tudo a mesma coisa. Toda garota já foi definida por esses adjetivos sexistas em alguma etapa da sua vida” - Bianca Piper

Vamos olhar pra nós mesmos e apontar menos o dedo pro outro. Não sou perfeita, mas a cada dia que passa eu tento melhorar. O que achamos de uma pessoa é um problema inteiramente nosso e isso não vai mudar o jeito que ela é. Respeito acima de tudo.

Amorecos, espero que tenham gostado da resenha e do tema abordado. Comentem que eu adoro saber os que vocês pensam e quem já leu, por favor me diga o que achou do livro.

Ah, como eu já disse... gostei mais do livro, mas deixarei o trailer do filme aqui embaixo. Quem gostou e quiser assistir ele está no catálogo da Netflix.




Uma deliciosa e proveitosa leitura <3




Beijocas e até breve:**




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